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Quando o autoconhecimento vira mais uma coisa para consertar

Um relato pessoal sobre os dois meses em que percebi que minha busca por autoconhecimento também podia virar uma busca constante por algo novo para consertar em mim — e sobre aprender, aos poucos, a só receber.

Uma mulher caminhando por um parque em direção à cidade

Aprender a receber

Aprender a receber foi o tema mais trabalhado dos últimos três meses. Foi como um curso intensivão no qual a Vida me mostrou — de diversas maneiras — como eu não sabia receber: no desconforto quase insuportável diante de situações agradáveis, na desconexão diante da gentileza de pessoas queridas, em ambientes diferentes. No medo de ser feliz.

Isso aconteceu bem no meio dos dois meses em que fiquei mais recolhida, depois de sair da tecnologia — essa história faz parte de um caminho maior, que conto um pouco na página Sobre.

Foi um baita processo. Só faltou apostila — ou não, porque até encarte rolou em um certo ponto!

Quando tudo parecia pedir uma explicação

Mas o que mais me impressionou nesse tempo foi perceber que eu certamente não era a única. Conversando com pessoas diferentes, o medo — e até a culpa — diante da felicidade apareciam também nas histórias de outras pessoas.

E daqui eu preciso trazer algo muito precioso que aprendi: na jornada de autoconhecimento, é comum a gente entrar numa espiral para destrinchar como tudo isso seria sobre trauma.

Mas gente, será que é isso mesmo?

Isso não significa que traumas não existam ou que não precisem ser cuidados. Existem experiências que pedem acompanhamento de profissionais capacitados — e procurar esse apoio pode ser fundamental.

O que comecei a questionar foi outra coisa: será que todo desconforto que aparece quando algo bom acontece precisa necessariamente revelar uma nova ferida escondida?

Será que toda vez que alguma coisa legal acontece precisa existir uma nova dor a ser "descoberta"? Uma nova camada? 🫠

Para mim, comecei a perceber que a resposta talvez não estivesse em dissecar mais uma coisa. Talvez estivesse em algo muito mais simples — e, naquele momento, muito mais difícil: ✨VIVER A VIDA✨.

Sete anos de catarse

Em 2025, estava eu fazendo textão sobre meu processo, toda orgulhosa. Neste ano, perdi a conta de quantas vezes bati no peito para falar: "estou há 7 anos em catarses." Levava como um troféu. Mas não é.

Gente… que canseira lembrar de posts e reposts meus parecendo um disco riscado na mesma vibe nos últimos 7 anos! Às vezes, até parecia que estava indo para um lugar diferente… e aí… lá vinha mais do mesmo. 🫠

Jesus.

O bom é que a gente aprende também por contraste, né? Tô até orgulhosa por essa canseira. 🤭

Talvez a prática fosse receber

Para mim, isso me exigiu sair de uma busca desenfreada por culpar ou tentar consertar o passado e ocupar o MEU lugar no PRESENTE.

No fim, o autoconhecimento precisava me ajudar a viver a vida — não virar um substituto para ela.

Nesses dois meses mais recolhida, entendi que a minha busca por autoconhecimento também tinha, em alguns momentos, se transformado numa busca constante por algo novo para consertar em mim. E talvez a prática, naquele momento, não fosse encontrar mais uma explicação. Talvez fosse simplesmente receber.

Viver a vida

Talvez eu não precisasse descobrir mais uma coisa errada comigo. Talvez aprender a receber também significasse permitir que alguma coisa boa acontecesse sem imediatamente procurar o que havia por trás dela.

E, para mim, naquele momento, autoconhecimento começou a significar menos escavar e mais estar presente.

Recebido. 🙏🤍🕊️✨

Autoconhecimento pode ser divertido sim, gente. Pode vir. 🫶

Importante

O Alinhamento Energético é uma Prática Integrativa e Complementar e NÃO substitui o acompanhamento médico, psiquiátrico ou psicológico, tampouco realiza diagnósticos clínicos. Mantenha o acompanhamento com os seus profissionais de saúde e não interrompa tratamentos ou o uso de medicamentos por conta própria.

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